Sobre a Autora

Nascida em 1963 na vila de Gabela, Quanza-Sul, em Angola, Filomena Marta regressou ao então continente português ainda criança. De África ficaram os relatos e boas memórias da mãe e algumas fotografias, que sempre a acompanharam ao longo da vida. Mais tarde, encontraria nas paisagens africanas o mote para o seu amor pela Natureza e pelos animais. Todos os animais, humanos e não-humanos. Esse amor fez com que durante muito tempo desejasse ser zoóloga, para poder conhecer e estudar os animais. Até hoje, qualquer documentário sobre África e sobre vida selvagem é para Filomena Marta imperdível.

Um percurso de vida difícil, como são geralmente difíceis todos os percursos de vida, repletos de erros, incertezas e receios, tornaram gradualmente mais forte e decidida uma mente que teimosamente permaneceu compassiva e se desenvolveu no sentido de um cada vez maior respeito pela vida.

Depois de uma passagem pela Faculdade de Direito, Filomena Marta viria a enveredar definitivamente pelo jornalismo.

Foi com pena, até hoje, que deixou o jornalismo e abraçou a Assessoria de Imprensa, mas a vida continua e não se compadece com amores. O jornalismo já não era aquilo que conhecera no início da sua carreira, muito mudara, mas nada para melhor. Hoje, com o passar dos anos, pior se tem vindo a tornar e é com profunda tristeza que observa o panorama jornalístico em Portugal.

Entretanto foi crescendo o amor pelos animais e o crescente activismo e envolvimento nas questões dos Direitos dos Animais e da sua protecção. E chegou o pleno conhecimento do pouco que se faz em Portugal, da tristeza de muitas actuações, quer governamentais quer de associações, do altruísmo de muitos particulares que a suas custas ajudam muitos animais errantes e abandonados, da tacanhez de espírito de muitos que se arvoram em protectores dos bichos e nem se importam de fazer abortar uma cadela ou uma gata dois dias antes de parir (com alegações ridículas de que é melhor matá-los à nascença do que morrerem atropelados dali a uns anos – !!! – opinião que os bichos não devem certamente partilhar)…

Cresceu, também, o horror por verificar a forma sistemática e desumana como os animais são maltratados um pouco por todo o mundo. Criaturas inocentes e sem voz à mercê do carrasco Bicho Homem. Um dos primeiros passos foi banir a carne da sua alimentação, não se tornando vegetariana pura, mas consumindo apenas os produtos de origem animal que não implicam a morte do animal para consumo directo. Mesmo assim, tem o cuidado, sempre que possível, de consumir apenas produtos de derivação animal, como o leite e os ovos, que sejam produzidos sem crueldade e com o obrigatório respeito pela vida e bem-estar dos animais. De preferência ovos de produção biológica, de animais criados ao ar livre, e consumo de leite preferencialmente de soja, aveia ou arroz.

Sem ser fundamentalista, a sua preocupação não é propriamente o consumo de carne, ou seja, de outros animais, pelo ser humano, mas SIM a forma como os animais são tratados até serem cruelmente abatidos para alimentação humana. Uma realidade com a qual não compactua, eliminando, por isso, o consumo de carne, mas defendendo também a posição de que a carne não é essencial à sobrevivência do homem, sendo até mais saudável uma alimentação livre de produtos animais.

Parca de finanças, impossibilitada de maior intervenção no terreno por falta de fundos, pensou que o activismo também passa pela sensibilização, pela divulgação, pela educação… e a ferramenta para tal já estava em seu poder: a escrita.

Assim surgiu a ideia de um site próprio, cujo nascimento apenas foi possível pela ajuda de dois bons amigos: João Gomes, o querido colega e amigo que sempre ajudou a ajudar as amigas, e que agora corria a ajudar mais uma vez. Todo o site foi concebido, criado e organizado pelo João Gomes, apenas com base nalgumas ideias rabiscadas num papel. E José Pedro Gomes, outro querido colega e amigo, excelente criativo, que desenvolveu o logótipo, as fontes e a cor do site.

Aos dois queridos amigos aqui fica um grande “muito obrigada” pela amizade, apoio e trabalho.