Crónicas

A necessidade da desobediência

Quarta, 23 de Julho, 2014

2011 - Guiné Equatorial - Vista de rua

Antes estávamos “orgulhosamente sós” (A.O. Salazar). Hoje “não podemos ficar isolados” (P.P. Coelho).

E assim vamos de vergonha em vergonha.

Roubam-se salários e pensões para pagar Parcerias Público-Privadas (PPPs); atiram-se cidadãos para a miséria; aumenta-se a fome, nomeadamente de grávidas e crianças (Ah! Mas quer-se que se façam mais filhos!); “come-se” a mão de uma rainha em beijos alarves; e aceita-se um regime ditatorial, pródigo em execuções sumárias, na CPLP (quando nem falam português), porque “não podemos ficar isolados”.

Não, não podemos. Num caso destes “devemos” ficar isolados. Mas os petrodólares são fortes. Já está tudo com os olhos postos no petróleo de um ditador que está entre os homens mais ricos do mundo, mas cujo povo vive na miséria, na fome e no medo.

AUTOR: Filomena Marta

O PCP, os animais e a “arquitectura estranha” do Código Penal

Quinta, 17 de Julho, 2014

Maus-tratos contra animais

Que há coisas estranhas, há, mas a “arquitectura” do Código Penal não parece ser uma delas.

É estranho, por exemplo, que o PCP se oponha à inclusão do crime de maus-tratos contra animais no Código Penal. Diz o PCP que isso “é desproporcionado” e que cria “uma distorção na estrutura do Código Penal, que introduz uma arquitectura estranha”. Convenhamos que a “distorção” reside nesta distorcida explicação. Se é “crime” é óbvia e flagrantemente matéria para o Código Penal, pelo que a sua inclusão, nem que fosse como um “anexo”, nunca teria nada a ver com “arquitectura estranha”.

AUTOR: Filomena Marta

2014: novo holocausto animal no Nepal

Quarta, 16 de Julho, 2014

2014: novo holocausto animal no Nepal

Em Novembro de 2014, se nada for feito, vai haver mais um assassinato em massa de animais no Nepal. No festival de Gadhimai são mortos cerca de 500 mil animais durante este “evento festivo” de cariz supostamente religioso. Leu bem, sim: 500.000 animais! Uma verdadeira chacina com chancela do governo nepalês.

Não é caso raro na história a matança de animais com desculpas de religião. Pessoas desprovidas de qualquer inteligência, bom senso e senso crítico acreditam que matar um animal e derramar o seu sangue lhes dá sorte e protecção. Se isso poderia, eventualmente, ser admissível na Idade da Pedra, em pleno século XXI torna-se uma verdadeira aberração. Mas é, também, a prova de que o Ser Humano permanece tão inculto e selvagem como há 10.000 anos, pondo em causa todas as considerações sobre a evolução do Homem.

AUTOR: Filomena Marta

Páginas