SENCIENTE:

1. adj. 2 gén. que tem sensações; sensível.
(Lat. sentiente) in Dicionário da língua Portuguesa, Editora, 5ª edição
2. adj. que sente; que tem sensações.
(Lat. sentiens ) in Dicionário Cândido de Figueiredo, 1913

SENCIÊNCIA:

Senciência é a "capacidade de sofrer ou sentir prazer ou felicidade". [1]
[1] SINGER, Peter. Vida ética: os melhores ensaios do mais polémico filósofo da actualidade.
Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. ISBN 850001055X. P. 54
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Sophia no Panteão

Quarta, 2 de Julho, 2014

Sofia de Mello Breyner no Panteão

Cresci com Sophia de Mello Breyner Andresen. Sim, não era uma criança “normal”, cresci com tantos poetas quantos a minha tenra juventude conseguia encontrar.

Eu própria ensaiei poema após poema, que um dia tive a veleidade de compilar e mostrar (porque receosa da minha enorme falta de valor), primeiro a um homem magnífico que considerou o esboço de obra um “diamante em bruto”, chama-se José Jorge Letria, e depois a uma mulher que sem pejo me disse para desistir da escrita, porque escrevia como uma mulher-a-dias, e chamava-se esta “doce” senhora, também muito premiada, Rosa Lobato Faria. Já faleceu. Ponto final.

AUTOR: Filomena Marta

In Memoriam de André Sousa Bessa

Segunda, 30 de Junho, 2014

In Memoriam de André Sousa Bessa

Há um antes e um depois. Nada volta a ser o mesmo. O Mundo vira-se ao contrário e passamos a questionar a brevidade e leveza desta vida. A leviandade com que tantas vezes lidamos com ela, a atenção que damos a pequenas coisas, coisas mesquinhas, ao Passado e ao Futuro. Quantas vezes nos despedimos de pessoas com palavras amargas, sem sabermos se serão as últimas palavras que lhes diremos. Não há Passado e não há Futuro, há Presente. E não é à toa que se chama Presente, pois é a benesse da Vida que temos diariamente. Hoje. Amanhã não sabemos.

Não conheço André. Não digo “não conheci” precisamente porque o Presente é todos os dias, e todos os dias haverá alguém que lembrará André. 

AUTOR: Filomena Marta

Oficiosamente pobres

Quarta, 25 de Junho, 2014

Ser pobre não é delito

A diferença está mesmo na palavra. Oficiosamente versus oficialmente.

O nível ou patamar de pobreza é medido por determinado mínimo de rendimento do agregado familiar. Uma pessoa, ou família, pode não ser considerada “oficialmente” pobre, apesar de não possuir capacidade económico-financeira para suprir as suas despesas mensais. Muitas vezes, o limiar do rendimento pode ser de 500 Euros, acima do patamar que define a “pobreza”, mas as despesas serem o dobro deste valor. Ora, estamos factualmente perante uma situação de pobreza. É a pobreza oficiosa*. Aquela que existe, mas não é normativamente considerada.

Pobreza não é só viver numa barraca com telhado de zinco, sem casa de banho, e andar descalço. Pobreza não é só ser sem-abrigo e ter de recorrer à caridade.

AUTOR: Filomena Marta

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