SENCIENTE:

1. adj. 2 gén. que tem sensações; sensível.
(Lat. sentiente) in Dicionário da língua Portuguesa, Editora, 5ª edição
2. adj. que sente; que tem sensações.
(Lat. sentiens ) in Dicionário Cândido de Figueiredo, 1913

SENCIÊNCIA:

Senciência é a "capacidade de sofrer ou sentir prazer ou felicidade". [1]
[1] SINGER, Peter. Vida ética: os melhores ensaios do mais polémico filósofo da actualidade.
Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. ISBN 850001055X. P. 54
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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“Odeio pobre!”

Segunda, 7 de Janeiro, 2013

Sempre achei graça à rábula de um grande humorista brasileiro dos anos de 1980 que contava assim: “Todos os dias acordo, me olho no espelho e digo: odeio pobre!” Isto é ele a falar dele próprio e muitas vezes, no convívio com amigos e a talhe de foice de conversas sobre a crise, uso esta rábula para me descrever.

Mas uma coisa é o humor, essa arma saudável para brincar com assuntos sérios, delicados ou tristes, outra coisa é ler, preto no branco, tiradas aberrantes de ditos “colunistas” da nossa praça.

Folheava eu a revista FLASH, por motivos profissionais (embora confesse ter carinho por alguns dos meus colegas que lá trabalham e até ser uma boa revista dentro do seu género), quando tropecei numa “coluna do social”, daquelas do tipo do falecido Carlos Castro, ou seja, coluninhas de escárnio e maldizer. Daquelas coisas que não aquecem nem arrefecem quando se limitam a falar mal do vestido da tia X ou do almoço do fulano Y… mas que irritam um bocadito quando se lançam para fora de pé e querem dar um ar de coisa séria.

AUTOR: Filomena Marta

A evolução da crueldade

Quarta, 19 de Dezembro, 2012

A evolução da crueldade

Tudo evolui. Nem sempre para melhor, mas, felizmente, também muitas vezes para melhor. No entanto, esta evolução pode ser vista de duas formas, a qualitativa e a quantitativa.

O ser humano é defeituoso por natureza. Nunca acreditei na história, advogada por algumas mentes que ficaram para a História, que diz que todas as pessoas nascem boas, a sociedade é que as estraga. Um pouco à laia do famoso “não há rapazes maus” do Padre Américo. Claro que há rapazes maus e claro que nem todos nascem bons. Lamentavelmente, a maldade é um dos atributos humanos, e é um exclusivo seu.

Duas pessoas nascidas no mesmo meio, com as mesmas dificuldades, podem enveredar pelo bem ou pelo mal. Uma nasce boa, a outra nasce má, e isso irá determinar o seu percurso de vida e a sua relação com o mundo. O carácter não se forma, nasce connosco. Pode ser desenvolvido no decurso da vida e moldado por boas e más experiências, mas o seu valor intrínseco mantém-se até à morte.

AUTOR: Filomena Marta

O velho cão... ou a gente que somos

Quinta, 6 de Dezembro, 2012

O velho cão... ou a gente que somos

Há algum tempo, pediu-me uma conhecida que a minha veterinária fosse de urgência a casa da sogra, mulher quase analfabeta de 80 anos, para eutanasiar o cão, velho e de grande porte.

A minha veterinária aprontou a maleta e foi, preparada, como eu também pensava, para encontrar um velho cão moribundo e em sofrimento. Lá chegada, a verdade era diferente. Era um cão velho, sim, com as maleitas próprias da idade. Dores nos ossos e lamúrias de velhice. Mas de olhar vivo e a comer bem, apesar das péssimas condições em que era mantido. Até para um cão jovem. Vivia sozinho e meio abandonado no quintal, numa casota encharcada e fria, onde entrava chuva e vento, sem ter sequer uma manta que amaciasse o duro chão.

AUTOR: Filomena Marta

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