SENCIENTE:

1. adj. 2 gén. que tem sensações; sensível.
(Lat. sentiente) in Dicionário da língua Portuguesa, Editora, 5ª edição
2. adj. que sente; que tem sensações.
(Lat. sentiens ) in Dicionário Cândido de Figueiredo, 1913

SENCIÊNCIA:

Senciência é a "capacidade de sofrer ou sentir prazer ou felicidade". [1]
[1] SINGER, Peter. Vida ética: os melhores ensaios do mais polémico filósofo da actualidade.
Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. ISBN 850001055X. P. 54
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Um conto moderno de um sapatinho de cristal

Sexta, 6 de Junho, 2014

Era uma vez uma história de desencantar. Desencantou uma data de inconstitucionalidades e até desencantou um povo inteiro.

O povo andava de tal maneira desencantado, que na verdade estava-se nas tintas para o que se passava no seu reino cada vez mais destrambelhado.

O desencantamento era tal que o povo já nem queria saber quem mandava e estava mais preocupado com o torneio e com os almoços que os seus fiéis cavaleiros tinham com o Rei. Está bem que eram cavaleiros especiais, pois andavam a pé, a correr atrás de uma coisa redonda, sem cavalo, apenas com uns burros que não entravam nas justas, mas ajustavam contas em campo, para ver quem tinha os melhores cavaleiros apeados.

O povo é que não estava pelos ajustes e preferia ficar nas bancadas ou em alguma taverna, a torcer pelos cavaleiros, do que torcer o pipo ao Rei ou mesmo botar papéis para decidir quem devia representar o reino nas justas além-fronteiras.

AUTOR: Filomena Marta

O Papa, os gatos, os cães e os filhos

Terça, 3 de Junho, 2014

Foi esta manhã. Um colega chegou ao pé de mim, de iPhone na mão, e disse: “Ouve esta, Papa Francisco diz ‘não criem gatos e cães, façam filhos’”. E riu-se. Eu fiz um sorriso amarelo, porque não achei grande graça à anedota. Por que raio teimam em meter cães e gatos ao barulho?! Que mania!

A piada de mau gosto ficou-me na cabeça. Dei “um salto” à Internet e pesquisei “Papa Francisco façam filhos”. Senti um arrepio percorrer-me a espinha quando olhei para os resultados. Não era uma anedota. Não era uma piada de mau gosto. Era a voz do Papa.

Dizem as notícias que o Papa “voltou a surpreender numa das suas mensagens aos fiéis”. A mim, pelo menos, surpreendeu-me!

Estremeci. Não sou religiosa, nunca fui, mas por alguma razão chamava a este Papa “o meu Papa”. Agora, via, ali mesmo, perante o meu olhar incrédulo, a imperfeição humana.

AUTOR: Filomena Marta

Desistimos, ou a Europa fica longe?

Segunda, 26 de Maio, 2014

A “Europa” teria sido uma boa ideia, se tivesse passado de um sonho a uma realidade. Há boas pessoas, com boas ideias, rodeadas de outras pessoas que estragam ideias e destroem sonhos. O mal da “Europa” é comum a qualquer outro sítio do planeta: tem vaidades, ânsias de poder, bairrismos e vícios que inquinam as boas ideias.

Nunca acreditei muito na “Europa”, no modelo utópico com que foi desenhada. Basta ver o que se passa num prédio de habitação e num bairro, para saber que as relações entre vizinhos não são saudáveis, muito menos amigáveis. Claro que há quem tenha o sonho de ter vizinhos fantásticos, com relações amistosas e até festas de vizinhos. Mas a verdade é que há sempre um ranhoso e um ronhoso de serviço. Um que faz mal e outro que nada faz.

AUTOR: Filomena Marta

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